Código para o Tema do Super Mário antes e depois da refatoração

Refatoração do Placarduino

Como eu já havia comentado no último post sobre o Placarduino, o projeto já estava precisando de uma refatoração (quase) completa. E eu realmente fiz isso. Então, neste post eu pretendo descrever resumidamente as principais mudanças que eu fiz (o post sobre o RFID terá que esperar, já que essa parte também precisa de uma refatoração).

Que rufem os tambores

Ou melhor, o buzzer. E foi por essa parte que eu comecei a refatoração. Eu havia criado 3 “músicas de abertura” para o Placarduino, mas para trocar entre as músicas era necessário comentar uma parte do código e descomentar outra! E, além disso, criar uma nova melodia era bastante trabalhoso e repetitivo.

Para resolver tudo isso, eu criei uma biblioteca MusicPlayer que “implementa” essas músicas como métodos. Por exemplo, se eu quiser tocar o tema do Super Mário na abertura do Placarduino, eu só preciso chamar musicPlayer.superMarioTheme(). E para trocar a música, basta trocar o nome do método.

Além disso, a classe possui dois métodos auxiliares: playNote e pause. Com isso, criar as músicas ficou mais simples e fácil de entender:

Código para o Tema do Super Mário antes e depois da refatoração

Para o futuro, já estou pensando em melhorar um pouco mais essa biblioteca, para deixá-la mais “artística”. Algumas das ideias são: configurar o andamento da música e usar duração de notas em vez de milissegundos. Contudo, algumas construções mais complexas não se encaixariam nessa regra (ex.: quiálteras), então ainda preciso estudar um pouco mais como fazer isso.

Mais detalhes: Refatoração completa do MusicPlayer

Controle dos jogadores

A segunda parte da refatoração foi relacionada aos dados dos jogadores que estavam em variáveis espalhadas pelo arquivo principal (nome dos jogadores, pontuação, estado dos botões). Cada vez que era necessário adicionar uma informação nova para um jogador novo, era trabalho duplicado. E ainda por cima a leitura dos botões estava muito confusa.

Assim, surgiram duas novas classes: RisingEdgeButton (como biblioteca) e PlayerControl (no projeto mesmo).

Começando pelo botão, eu até pesquisei outras bibliotecas prontas para facilitar uso de botões, mas a maioria era complexa demais e/ou pouco flexível. As melhores que eu encontrei só funcionavam se o botão fosse configurado como INPUT_PULLUP no Arduino, o que eu não estou utilizando e nem pretendo utilizar.

Então, eu mesmo criei uma biblioteca bem simples e nada flexível, utilizando a mesma lógica que eu já utilizava, mas movendo a leitura do botão e a variável de estado dele para dentro de uma classe.

Mais detalhes: Criação do RisingEdgeButton

A nova classe PlayerControl é, agora, a responsável por fazer a leitura dos botões (usando o RisingEdgeButton) e alterar o placar de acordo com o que foi pressionado.

No arquivo principal do projeto, a função checkButtons() ainda existe, mas ela apenas chama os métodos updateScore() dos dois jogadores (esse é o método que lê o input do botão e atualiza o placar, se necessário). De acordo com o retorno da chamada dos métodos (-1 se o placar foi reduzido e +1 se foi aumentado), o arquivo principal ainda é o responsável por tocar o som de feedback e atualizar o placar no display.

A legibilidade do código ficou muito melhor com essa alteração:

Função checkButtons antes e depois da refatoração

Mais detalhes: Criação do PlayerControl

Refactormap – roadmap de refatoração

Como eu já comentei no começo deste post, o uso do RFID precisa de uma refatoração antes de ser publicado (como está agora, tudo é feito em uma única função de 60 linhas, literalmente).

Outra refatoração que eu já estou pensando é de mover toda a lógica do Placarduino para uma classe separada. Com isso, o arquivo principal deve virar basicamente um arquivo de configuração.

A refatoração está sendo feita em um branch separado, você pode conferir o progresso no GitHub branch já foi integrado – ver o pull request.

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